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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade 2012


Nesse "post", eu coloco, a Oração da Campanha desse ano uma pequena explicação sobre o Cartaz, o Hino Oficial da Campanha e a Mensagem enviada pelo Papa Bento XVI para CF 2012.

Essa é a Oração da Campanha da Fraternidade 2012:
Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.

Amém.

E aqui esta explicação do Cartaz da CF desse ano.

O cartaz atualiza o encontro do Bom Samaritano com o doente que necessita de cuidado (Lc 10,29-37).
A mão do profissional da saúde, segurando as mãos da pessoa doente, afasta a cultura da morte e visibiliza a acolhida entre irmãos (o próximo). A Igreja como mãe, em sua samaritanidade, aproxima-se e cuida dos doentes, dos fracos, dos feridos, de todos que se encontram à margem do caminho.
O profissional de pé, o enfermo sentado, olhos nos olhos, lembram o compromisso e a dedicação do profissional da saúde, no processo de cura do paciente, e a confiança do doente naquele que o acolhe e cuida. A acolhida e o cuidado aliviam a dor, estabelecem uma relação de confiança decisiva para a cura e superação das barreiras sociais.
A cruz, que sustenta e ilumina o sentido do cartaz, recorda a salvação que Jesus Cristo nos conquistou. Ela ilumina a vida humana, a morte, as dores, o sofrimento das pessoas sem assistência de saúde. No entanto, é ela também que ilumina o encontro entre o profissional da saúde e o doente, pois aponta para a esperança da transformação completa: um novo céu e uma nova terra.
A alegria do encontro retratado no cartaz recorda aos profissionais da saúde que foram escolhidos para atualizarem a atitude do Bom Samaritano em relação aos enfermos. Mobiliza os gestores do sistema de saúde a se empenharem para possibilitar atendimento digno e saúde para todos. Que a saúde se difunda sobre a terra.

E assista no vídeo abaixo o Hino Oficial da CF 2012:

Clique AQUI, e leia a mensagem que o Papa Bento XVI enviou para essa Campanha da Fraternidade 2012, LEITURA TAMBÉM RECOMENDADA .

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós.
Santa Gianna Beretta Molla, rogai por nós

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

“Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?”.





 Belo Texto que vale ler e refletir, carta do Santo Padre Papa Bento XVI por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2012: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?”.

Ao Venerado Irmão
CARDEAL RAYMUNDO DAMASCENO ASSIS
Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da CNBB
Fraternas saudações em Cristo Senhor!

De bom grado me associo à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que lança uma nova Campanha da Fraternidade, sob o lema “que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Ecio 38,8), com o objetivo de suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garantir a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável.

Para os cristãos, de modo particular, o lema bíblico é uma lembrança de que a saúde vai muito além de um simples bem-estar corporal. No episódio da cura de um paralítico (cf. Mi_ 9, 2-8), Jesus, antes de fazer com que esse voltasse a andar, perdoa-lhe os pecados, ensinando que a cura perfeita é o perdão dos pecados, e a saúde por excelência é a da alma, pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?» (Mi 16,26). Com efeito, as palavras saúde e salvação têm origem no mesmo termo latino ‘salus’ e não por outra razão, nos Evangelhos, vemos a ação do Salvador da humanidade associada a diversas curas: “Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo o tipo de doença e enfermidades do povo” (Mt 4,23).

Com o seu exemplo diante dos olhos, segundo o verdadeiro espírito quaresmal, possa esta Campanha inspirar no coração dos fiéis e das pessoas de boa vontade urna solidariedade cada vez mais profunda para com os enfermos, tantas vezes sofrendo mais pela solidão e abandono do que pela doença, lembrando que o próprio Jesus quis Se identificar com eles: (pois Eu estava doente e cuidastes de Mim» (Mt 2536). Ajudando-lhes ao mesmo tempo a descobrir que se, por um lado, a doença é prova dolorosa, por outro, pode ser, na união com Cristo crucificado e ressuscitado, uma participação no mistério do sofrimento d’Ele para a salvação do mundo. Pois, «oferecendo o nosso sofrimento a Deus por meio de Cristo, nós podemos colaborar na vitória do bem sobre o mal, porque Deus toma fecunda a nossa oferta, o nosso ato de amor» (Bento XVI, Discurso aos enfermos de Turim, 2/V/2010).

Associando-me, pois, a esta iniciativa da CNBB e fazendo minhas as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias de cada um, saúdo fraternalmente quantos tomam parte, física ou espiritualmente, na Campanha «Fraternidade e Saúde Pública», invocando — pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida — para todos, mas de modo especial para os doentes, o conforto e a fortaleza de Deus no cumprimento do dever de estado, individual, familiar e social, fonte de saúde e progresso do Brasil, tornando-se fértil na santidade, próspero na economia, justo na participação das riquezas, alegre no serviço público, equânime no poder e fraterno no desenvolvimento. E, para confirmar-lhes nestes bons propósitos, envio uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2012.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Campanha da Fraternidade 2012


Todos os anos a Igreja Católica organiza campanhas nacionais que visam o interesse geral e o bem comum de todos os brasileiros e brasileiras. No ano de 2012, a campanha é pela saúde igual para todos.

Os abortistas querem a liberação do aborto para as mulheres pobres ou negras sob o argumento que elas morrem mais. O assassinato dos filhos delas não é solução, mas um crime contra a pessoa inocente e indefesa que vai nascer e uma discriminação odiosa contra as mulheres pobres ou negras.

Temos mostrado em nosso trabalho em defesa da vida que as mortes das gestantes pobres ou negras decorre da falta de assistência médica.

Estudo dos Conselho de Medicina de São Paulo e do Conselho Federal de Medicina mostra a grande desigualdade no atendimento à saúde do povo.

Na média, os atendidos pelo SUS têm 4 vezes menos médicos. Porém, há situações piores: na Bahia há 1,25 posto de trabalho no SUS contra 15,14 na rede privada para cada mil habitantes; no Maranhão e no Pará há menos que um posto de trabalho para cada mil habitantes.

O estudo do CFM prova que o brasileiro tem péssimo atendimento de saúde. Muitas mortes poderiam ser evitadas se o sistema de saúde fosse adequado e eficiente. As mulheres negras ou pobres morrem na gestação e no parto por causa do péssimo atendimento de saúde. O estudo completo pode ser visto no portal do Conselho Federal de Medicina.

O jornalista Josias de Souza comentou o estudo em seu blog, que pode ser lido abaixo.

SUS tem 4 vezes menos médicos do que a rede privada

No Brasil, os médicos que atendem aos 46 usuários dos planos de saúde superam em 3,9 vezes os que socorrem à clientela do SUS.
Para cada mil usuários dos planos de saúde, há 7,6 médicos à disposição nos estabelecimentos privados de saúde. No SUS, há 1,95 profissionais.
Os usuários dos planos de saúde são contados em 46,6 milhões de brasileiros. Contam com a assistência de 354.536 médicos que trabalham em estabelecimentos privados.
A clientela do SUS soma 144 milhões de pessoas. Dispõem de 281.481 médicos que ocupam postos de trabalho nos estabilecimentos públicos de saúde. Daí a disparidade.
Os dados constam do estudo ‘Demografia Médica no Brasil’, divulgado nesta quarta-feira (30).
O trabalho foi feito por duas entidades de classe dos médicos: o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina de São Paulo.
As disparidades são ainda maiores quando os Estados são analisados individualmente. No Maranhão e no Pará, por exemplo, há no SUS menos de um posto de trabalho ocupado para cada mil habitantes.

Na Bahia, os usuários do SUS dispõem de 1,25 médicos para cada mil habitantes, contra notáveis 15,14 profissionais na rede privada. O quadro baiano, anota o estudo, “ilustra a distroção de forma dramática”. Nada menos que 89,7% da população do Estado é usuária do SUS. Feitas as contas, verifica-se que a quantidade de médicos que atende na rede pública é 12,11 vezes menor do que presta assistência aos pacientes da rede privada.
Num estado como São Paulo, onde a cobertura dos planos de saúde é maior (44,5%), há na rede privada 6,23 médicos para cada mil habitantes, contra 3,04 do SUS.
O estudo revela outra particularidade do trabalho dos medico: a multiplicidade de empregos. Estão registrados nos conselhos regionais de medicina 371.788 profissionais. Ocupam postos de trabalho nas redes pública e privada 636.017 médicos.
“O mesmo professional atua em mais de um serviço e atende a diferentes populações, até mesmo em municípios diferentes”, anota o relatório.
O estudo reforça a desigualdade na distribuição territorial dos médicos. Diz o texto: “As regiões Sudeste e Sul [mais desenvolvidas] se colocam novamente no extremo oposto das regiões Norte e Nordeste”.
No Rio e em São Paulo, cada grupo de mil habitantes conta com 4,47 médicos em atividade nas redes privada e pública.Esse índice é 44% mais alto do que a média do país: 3,33 postos médicos ocupados para cada mil habitantes.
No Maranhão, situado no piso das estatísticas, há 1,31 postos médicos ocupados para cada mil habitantes –número 3,4 vezes menor que o do Rio e São Paulo, no topo.
Afora as disparidades na localização geográfica dos medicos, o estudo menciona as desigualdades provocadas pela estrutura de financiamento do sistema de saúde.
Privilegia-se o privado em detrimento do público. No Brasil, o Estado responde por 45,7% dos investimentos em saúde. Bem menos do que investem os governos do Reino Unido (83,6%), França (76,7%), Alemanha (75,7%), Espanha (72,1%), Portugal (69,9%) e Canadá (68,7%).
No dizer do estudo das entidades médicas, há no Brasil um “subfinanciamento crônico” da saúde. O quadro se agrava pela ausência de regulamentação da Emenda 29, que distribui as responsabilidades pelo custeio da saúde entre União, Estados e municípios.


CLIQUE AQUI, para ler a íntegra do estudo dos conselhos de medicina.

FONTE:
http://www.domluizbergonzini.com.br/2011/12/fraternidade-e-saude-sus-tem-4-vezes.html